Your Holy Grail.

O sentido da vida, a verdade do universo, e algumas trivialidades.

2009-06-18

Jardim do Éden

Pensando, depois de algumas horas de raciocínio, ainda fica a dúvida: talvez seja maturidade, ou talvez puro egoísmo.

A questão é simples: quando se é bem jovem, lá perto dos 18 anos, alguns têm aquela vontade de mudar o mundo, de fazer tudo diferente, e de tentar mostrar para todos que nem tudo precisa ser como sempre foi. Na história não falta gente assim, gente que veio e fez diferente, que morreu e ficou como exemplo. Tem uns que vivem até hoje, tentando mudar os que estão em volta - alguns conseguiram mais, outros menos.

O fato é que, enquanto tem este alguém pra puxar as coisas pra uma lado, pra tentar uma mudança geral, uma melhoria, sempre tem alguém pra segurar, puxar o freio de mão. E é claro que este alguém que freia normalmente é alguém que tem medo, seja de perder alguma coisa, ou de reconhecer que esteve errado por toda vida. Às vezes, é até alguém com poder de frear a mudança, de bloquear as tentativas de alterar a "ordem". E, por incrível que pareça, é o que normalmente acontece.

Nesta história, lá está aquele cara - o nosso herói - que quer ir mais, que quer ir além, quer ir aonde ele sabe que não tem porque não ir. Ele tenta levar todos à sua volta para este lugar - que não é nada mais do que um lugar inevitável aos que enxergam como ele. Mas aí, ele percebe que está praticamente sozinho na jornada. Ele traçou um caminho que ele mesmo enxerga, e mas mais ninguém - ou só alguns poucos - compartilham.

E aí, o que nosso herói faz?

Depois de tudo que passou, ele olha em volta, e decide trilhar o caminho com os poucos que o acompanham, e seguir viagem, sem parar os transeuntes para explicar aonde e nem porque está indo para o seu destino, sem conversar com ninguém sobre seus planos nem seus objetivos. Sua jornada é conhecida apenas pela sua mente, e nada mais.

Os que observam nosso herói, depois de toda esta transformação, pensam que ele é só mais um peregrino, que não tem caminho certo para ir e nem rota definida. Os que o conhecem de antes, sabem que ele tem um caminho certo e preciso, e que o seu silêncio se deve à sua convicção plena de estar seguindo-o corretamente.

Será este herói sábio por seguir suas convicções ou egoísta por não compartilhá-las?

Eu já não estou tão certo do que é egoísmo e do que é sabedoria. Só sei que, a partir de agora leitor, é com você.

E é isso.

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home