Cobertura Televisiva
Liguei a TV, ontem, e coloquei no Jornal Nacional. Esperava ver notícias - especialmente, estava esperando uma boa cobertura dos problemas aqui em SC.
Começaram a falar sobre o problema das chuvas que está ocorrendo em Santa Catarina, mas estranhei quando falaram que a chuva estava castigando "sul e sudeste". Até onde sei, a enchente mesmo era só aqui. Bom, aí mostraram dois minutos de reportagem, com um enviado especial em Florianópolis (que não teve enchente nenhuma, apesar de alguns alagamentos no sul da ilha), e mais dois minutos falando sobre alguns desbarrancamentos no Rio de Janeiro. E fim de papo.
Não é à toa que recebi um e-mail enfurecido, ontem mesmo, sobre a cobertura dos problemas ocasionados pela chuva em Santa Catarina pela mídia. Em especial, o e-mail citava diretamente a cobertura pela Globo - e pela própria RBS, que deveria ter uma ênfase muito maior aos problemas regionais do estado.
Hoje liguei a TV novamente e botei em dois tele-jornais diferentes: o Jornal da Record (Record), e o Jornal da Noite (Band). A cobertura de ambos para os problemas daqui foi impressionante: enviaram repórteres para Blumenau, Itajaí, para acompanhar os resgates, fizeram chamadas ao vivo, mostraram o presidente visitando o estado (embaixo de chuva, ironicamente), dando declarações com relação à ajuda que o governo prestará, entre outros...
Enfim, uma coisa é certa: nos tempos atuais, jornalismo de qualidade passa muito longe da Globo, e essa não é a primeira gafe mostruosa dela. Ela se tornou a representação de um legado - um nome forte, imposto pelas realizações do passado, mas sem perspectiva futura de conteúdo jornalístico que reflita o país. Aliás, ela pode ser considerada uma ótima rede de TV americana, já que a eleição de Barack Obama representou muito mais tempo nas telas do que o 78.000 pessoas desabrigadas no Brasil.
Bom, uma coisa é certa: ela continua uma ótima fábrica de novelas. Pelo menos, distrair o povo ela ainda consegue.
E por enquanto, é isso.
Começaram a falar sobre o problema das chuvas que está ocorrendo em Santa Catarina, mas estranhei quando falaram que a chuva estava castigando "sul e sudeste". Até onde sei, a enchente mesmo era só aqui. Bom, aí mostraram dois minutos de reportagem, com um enviado especial em Florianópolis (que não teve enchente nenhuma, apesar de alguns alagamentos no sul da ilha), e mais dois minutos falando sobre alguns desbarrancamentos no Rio de Janeiro. E fim de papo.
Não é à toa que recebi um e-mail enfurecido, ontem mesmo, sobre a cobertura dos problemas ocasionados pela chuva em Santa Catarina pela mídia. Em especial, o e-mail citava diretamente a cobertura pela Globo - e pela própria RBS, que deveria ter uma ênfase muito maior aos problemas regionais do estado.
Hoje liguei a TV novamente e botei em dois tele-jornais diferentes: o Jornal da Record (Record), e o Jornal da Noite (Band). A cobertura de ambos para os problemas daqui foi impressionante: enviaram repórteres para Blumenau, Itajaí, para acompanhar os resgates, fizeram chamadas ao vivo, mostraram o presidente visitando o estado (embaixo de chuva, ironicamente), dando declarações com relação à ajuda que o governo prestará, entre outros...
Enfim, uma coisa é certa: nos tempos atuais, jornalismo de qualidade passa muito longe da Globo, e essa não é a primeira gafe mostruosa dela. Ela se tornou a representação de um legado - um nome forte, imposto pelas realizações do passado, mas sem perspectiva futura de conteúdo jornalístico que reflita o país. Aliás, ela pode ser considerada uma ótima rede de TV americana, já que a eleição de Barack Obama representou muito mais tempo nas telas do que o 78.000 pessoas desabrigadas no Brasil.
Bom, uma coisa é certa: ela continua uma ótima fábrica de novelas. Pelo menos, distrair o povo ela ainda consegue.
UPDATE (14/12/08): Um dia depois deste post ter sido escrito, recebi um e-mail/corrente sobre outras pessoas revoltadas com a falta de atenção dada pela rede Globo (nacional) sobre as enchentes. No mesmo dia, também soube da notícia do Lula ter sobrevoado o estado e liberado R$ 2 bi para reconstrução.
Ainda vi, no "Direto ao Ponto", um comentarista (que não me recordo o nome) dizendo "antes tarde do que nunca" para a liberação da verba. Também, desde quando começaram as primeiras notícias do problema, não havia posicionamento nenhum ao nível nacional sobre o que ocorreu.
Pois, depois de toda esta movimentação, o William Bonner veio à Blumenau apresentar o JN ao vivo da cidade. Aliás, ele ficou alguns dias por aqui, cobrindo os estragos da cidade, entrevistando moradores, entre outros. Claro, como muito tempo já tinha se passado, eles utilizaram muito das imagens da tragédia diretamente das filmagens da RBS, já que o que tinha restado era o trabalho de limpeza das áreas mais afetadas.
Bom, pra resumir, encerro com a mesma frase utilizada pelo apresentador do direto ao ponto: "antes tarde do que nunca".
E é isso!
Ainda vi, no "Direto ao Ponto", um comentarista (que não me recordo o nome) dizendo "antes tarde do que nunca" para a liberação da verba. Também, desde quando começaram as primeiras notícias do problema, não havia posicionamento nenhum ao nível nacional sobre o que ocorreu.
Pois, depois de toda esta movimentação, o William Bonner veio à Blumenau apresentar o JN ao vivo da cidade. Aliás, ele ficou alguns dias por aqui, cobrindo os estragos da cidade, entrevistando moradores, entre outros. Claro, como muito tempo já tinha se passado, eles utilizaram muito das imagens da tragédia diretamente das filmagens da RBS, já que o que tinha restado era o trabalho de limpeza das áreas mais afetadas.
Bom, pra resumir, encerro com a mesma frase utilizada pelo apresentador do direto ao ponto: "antes tarde do que nunca".
E é isso!
E por enquanto, é isso.



0 Comments:
Postar um comentário
Links to this post:
Criar um link
<< Home