Crimes e perfis.
Faz algum tempo eu vim aqui falar sobre um tipo de pessoa que sofre bastante preconceito, mas que normalmente é tido como o mais preconceituoso: o homem branco jovem, heterossexual, que não é pobre nem passa necessidade.
Pois bem, estava eu assistindo o SBT Repórter quando começaram a falar sobre violência. Veio à tona uma tal pesquisa, que começou a encaixar o perfil acima nos maiores causadores de acidentes de trânsito, indo mais além e mostrando que a idade entre 22 e 29 anos era a maior responsável pelos acidentes. Logo em seguida, fazia-se também uma conexão com os maiores consumidores de drogas, e com vandalismos em escolas e universidades. A conclusão era que a violência estava basicamente concentrada neste grupo.
A pesquisa foi mais além, e até mesmo nas prisões este perfil foi encaixado, mesmo predominando os jovens de classes mais baixas na mesmas. A explicação é simples: os mais pobres são presos e acabam cumprindo pena, visto o menor poder aquisitivo deles (a partir deste ponto, a reportagem deixa subentendido, convidando o espectador a usar o senso comum).
Bom, até aqui tudo bem, se não fosse um pequeno detalhe: entraram em cena alguns pseudo-advogados e pseudo-pensadores, e começaram a falar sobre as soluções pra "o problema", que deveria haver uma "legislação diferenciada para meninos e meninas" (nestas palavras, grifos meus), que levasse em conta "as diferenças relativas aos gêneros e outras questões".
Talvez alguém tenha esquecido de dar a descarga antes de omitir opiniões. Não consigo pensar em outra explicação. Depois de tanto esforço para trazer a legislação de direito civil para uma posição um pouco mais neutra com relação ao gênero, ao tanto que já foi batido em cima dessa tecla com relação aos direitos desse e daquele, vem agora um cabeça-oca e fala que o correto é voltar como estava antes "para solucionar os problemas atuais com relação à violência"? Oras, que vá catar coquinho!
Sei uma solução muito mais fácil para estas crianças crescidas que saem por aí destruindo o que vêm pela frente: um pouco de limite. Mas se quando criança o limite é ausente, pra colocar depois.. só com muita força de vontade mesmo.
E é isso.
Pois bem, estava eu assistindo o SBT Repórter quando começaram a falar sobre violência. Veio à tona uma tal pesquisa, que começou a encaixar o perfil acima nos maiores causadores de acidentes de trânsito, indo mais além e mostrando que a idade entre 22 e 29 anos era a maior responsável pelos acidentes. Logo em seguida, fazia-se também uma conexão com os maiores consumidores de drogas, e com vandalismos em escolas e universidades. A conclusão era que a violência estava basicamente concentrada neste grupo.
A pesquisa foi mais além, e até mesmo nas prisões este perfil foi encaixado, mesmo predominando os jovens de classes mais baixas na mesmas. A explicação é simples: os mais pobres são presos e acabam cumprindo pena, visto o menor poder aquisitivo deles (a partir deste ponto, a reportagem deixa subentendido, convidando o espectador a usar o senso comum).
Bom, até aqui tudo bem, se não fosse um pequeno detalhe: entraram em cena alguns pseudo-advogados e pseudo-pensadores, e começaram a falar sobre as soluções pra "o problema", que deveria haver uma "legislação diferenciada para meninos e meninas" (nestas palavras, grifos meus), que levasse em conta "as diferenças relativas aos gêneros e outras questões".
Talvez alguém tenha esquecido de dar a descarga antes de omitir opiniões. Não consigo pensar em outra explicação. Depois de tanto esforço para trazer a legislação de direito civil para uma posição um pouco mais neutra com relação ao gênero, ao tanto que já foi batido em cima dessa tecla com relação aos direitos desse e daquele, vem agora um cabeça-oca e fala que o correto é voltar como estava antes "para solucionar os problemas atuais com relação à violência"? Oras, que vá catar coquinho!
Sei uma solução muito mais fácil para estas crianças crescidas que saem por aí destruindo o que vêm pela frente: um pouco de limite. Mas se quando criança o limite é ausente, pra colocar depois.. só com muita força de vontade mesmo.
E é isso.



1 Comments:
At 7/11/07 03:17,
Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ said…
Já dizia o sábio velho deitado: tudo que é em quantidade geralmente não preza a qualidade.
Bom quando você escreve; pena que é raro!
[ ]'s
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